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RELÓGIOS ELÉTRICOS

OS PRIMEIROS

Poderá parecer, à primeira vista, que os relógios elétricos são frutos de um trabalho relativamente recente, uma vez que a própria eletricidade teve sua grande expansão neste século e muitas utilidades elétricas só apareceram, e se generalizou o seu uso, há apenas algumas décadas. Isso, porém, não sucede. A ciência da medição do tempo, sempre presente durante toda a evolução humana, é talvez uma das que mais cedo se ligaram à eletricidade. De fato, a eletricidade foi aplicada com resultados positivos à relojoaria, pela primeira vez no ano de 1830, pelo físico Zamboni, de Verona, que comunicou sua invenção, em 1832, à Associação de Industria da Sociedade das Artes de Genebra. Nessa época, embora tratando-se de experiências de laboratório, um pêndulo dói efetivamente posto a funcionar pela eletricidade, que se tornou, desde então, mais um elemento motor com que a relojoaria passaria a contar. Os outros elementos eram: o peso, usado desde o século XIII, e a fita de mola enrolada, ou seja, a corda do relógio ou mola real, que apareceu no século XVI; anteriormente, nos primórdios da relojoaria, ainda tivemos a água que fora usada para mover as engrenagens das clepsidras mecânicas, através de bóias que acompanhavam a descida do nível do líquido. Efetivamente como elemento motor a eletricidade assumia, no campo da relojoaria, uma posição extraordinariamente destacada; além disso permitia ainda o acionamento de relógios à distância, através de fios condutores, pelos sinais elétricos emitidos periodicamente por um relógios central, o que trazia como decorrência um fato novo: a unificação da hora em todos os relógios de uma estação de estrada de ferro, de um edifício, etc. Não há duvida de que o uso da eletricidade gerou uma verdadeira revolução no campo relojoeiro, era algo diferente que surgia, totalmente fora dos conhecimentos tradicionais e que poderia levar a novos caminhos a velha arte da medição do tempo. Houve na época profundo interesse dos homens de ciência pela descoberta de Zamboni; grandes nomes passaram a pesquisar com empenho a relojoaria elétrica. Assim, em 1840, Alexandre Bain imaginava e executava um interessante pêndulo eletro-magnético. Logo a seguir, no ano de 1842, um jovem relojoeiro suíço, chamado Hipp, constrói um pêndulo livre provido de um escapamento elétrico engenhosíssimo, que foi industrializado a partir de 1860 e fabricado até nossos dias, sendo conhecido como pêndulo de Hipp. O relojoeiro Louis Breguet, de Paris, célebre pelos famosos relógios de corda que produzia, também se empolgou com a aplicação da eletricidade à relojoaria e foi o primeiro a idear um relógio provido de dispositivo eletro-magnético para carregar acorda, que realizou em 1856. Mais tarde Breguet completa seu relógio elétrico com a adição de um tradicional movimento de soneria. Após 1856, numerosos inventores de varias nacionalidades, seguindo o caminho aberto por Breguet, realizaram outros relógios também com dispositivos eletro-magnéticos de carga. Relógios esses que, como todos os que dependiam de uma fonte de energia, apenas se difundiram mais tarde quando começaram a surgir comercialmente as pilhas secas.